A saúde deveria ser tratada pelo setor público como prioridade. Mas, infelizmente, não é isso que se observa na prática
Por José Pastore, professor de relações do trabalho da FEA-USP. www.josepastore.com.br O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD-Brasil) acaba de lançar um novo indicador social, o Índice de Valores Humanos (IVH), para captar a percepção das pessoas sobre as situações do dia a dia. Inicialmente foram pesquisados a educação, o trabalho e a saúde. Os brasileiros veem sua vida em situação razoável nas três áreas, com um IVH de 0,59 (o índice varia de 0 a 1). Mas em relação à saúde o descontentamento é grande (0,45). As pessoas se queixam, sobretudo, da demora do atendimento e do baixo interesse dos profissionais em ajudá-las. Esses resultados se referem aos serviços de saúde dos setores público e privado, devendo ser piores no setor público. Muitos argumentarão que o IVH capta o subjetivo das pessoas e que não permite a formulação de políticas objetivas. Ledo engano. O sentimento das carências é de extrema utilidade para orientar as políticas públi...