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Artistas são alvos de ataques após aderirem à campanha "ele não" contra o Bolsonaro. Ele será a ruína do Brasil

Diversos artistas que aderiram a um protesto contra o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) passaram a ser alvo de ataques dos seguidores e simpatizantes do candidato de extrema direita. Artistas como Déborah Secco, Bruna Marquezine, Fábio Assunção, Júlia Lemmertz, Vera Zimmermann, Dado Dolabella, Letícia Colin, Sasha Meneghell, e o escritor Marcelo Rubens Paiva entre outros, usaram a frase "ele não" em referência a Bolsonaro. "Comunistinha de merda", reagiram os seguidores de Bolsonaro em resposta ao protesto.
Nas postagens, além de afirmarem que "ele sim", os seguidores de Bolsonaro acusaram os atores de "hipocrisia". "São os hipócritas manipulando o voto do povo pela Rede Globo, usando de forma vergonhosa sua profissão para manipular o povo", disse um deles numa postagem. "Já não suporto a Globo e agora vocês artistas manipulados pelo lixo de emissora que trabalham", escreveu um outro.
Diante dos ataques, a atriz Debora Secco usou sua conta no Twitter para pedir respeito quanto a sua opinião. "Espero que vocês possam respeitar democraticamente minha opinião. Eu respeito a de todos vocês", postou. "Problema é que você foi se meter onde ninguém te chamou. Se tivesse permanecido em silêncio nada disso acontecia. Agora aguenta comunista", respondeu um dos apoiadores do candidato de extrema direita.
Nesta segunda-feira, Sasha Meneghel, filha da apresentadora Xuxa, foi alvo de ataques massivos por também se posicionar contra a misoginia representada por Bolsonaro. Diante disso, a atriz Bruna Marquezine, que havia aderido à campanha "ele não", fechou o espaço para comentários nas suas redes sociais temendo ser alvo de agressões.
As agressões contra os artistas são apenas mais um episódio da escalada neofascista promovida contra os que se posicional contra as ideias racistas e misóginas representadas por Bolsonaro. Neste final de semana, o grupo "Mulheres Unidas Contra Bolsonaro", que reúne mais de 1 milhão de mulheres contrárias ao voto em Bolsonaro, foi alvo de hackers.
Além de mudarem o perfil da página, as administradoras do grupo foram ameaçadas de terem seus dados pessoais, familiares e bancários divulgados, caso a página do grupo não fosse retirada do ar.
O ataque foi corroborado pela cúpula da campanha de Bolsonaro. O filho do presidenciável, deputado Eduardo Bolsonaro, e o candidato a vice na chapa de extrema direita, general Hamilton Mourão (PRTB), afirmaram que o grupo era uma "armação da esquerda" contra a candidatura de Bolsonaro. (Com o 247)
Veja algumas das postagens:
  
não tem a ver com política (só). Tem a ver com moral. Com a liberdade e a dignidade de “ser” e de pensar, que eu espero que a minha filha tenha. E os filhos de todos vocês tenham também. É por isso que

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Mourão afirma nas entrelinhas que mulher não sabe criar filhos. Fui criado pela minha mãe e irmãs, pq a ditadura matou meu pai aos 11 anos, e meu avô morreu de tristeza dois anos depois. Por isso que sou um desajustado.

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