Pular para o conteúdo principal

Uma chapa formada por Ciro Gomes e o ex-presidente Lula derrotaria os golpistas no primeiro turno

Está na cara que a campanha presidencial, que ainda nem pegou no breu (começa com o horário eleitoral na TV) será uma luta de foice no escuro.
Petistas quebram a cabeça para tirar Lula da cadeia e garantir seu nome na urna eletrônica.
Pedetistas procuram alianças à esquerda e à direita, como baratas tontas. 
O PSB corre, não se sabe para onde, dividido em quatro alas e várias ideologias, para todos os gostos, com tempero pernambucano ou paulista.
Meirelles acha que vai ser candidato. Renan repudia.
Comandante do Exército sabatina presidenciáveis.  
Marina não acha nada.
Uma confusão dos diabos.
A direita parece ter se acertado formando esse Blocão em torno de Alckmin, a última esperança de que ele decole, reconhecendo que o maior partido, o PSDB é que deve ser a âncora do grupo que já foi Temer, mas agora foge dele como o diabo da cruz.
É bom frisar que a possível ascensão de Alckmin vai tirar votos de Bolsonaro e não de Lula no primeiro turno. Não por acaso, a campanha do ex-governador manda bala no candidato da ditadura militar, não no ex-presidente.
É bom que Alckmin suba, para tirar Bolsonaro do segundo turno. Se uma das vagas é da direita, como sempre foi desde 1989, melhor que fique com ele.
Agora só falta o MDB dizer o que vai fazer. O melhor, para Temer, seria aliar-se a Alckmin, mas Alckmin e as estátuas de Brasília sabem que seria o beijo da morte. Ir de Meirelles é um suicídio político. Senadores e governadores vão forçar a barra para aprovar a neutralidade, cada um faz a aliança que lhe aprouver em seu estado e salve-se quem puder.
A esquerda parece estar sem rumo em meio a essa barafunda.
Qualquer marciano que desembarcasse na Terra ficaria perplexo com tamanha balbúrdia, já que a esquerda tem o candidato que lidera todas as pesquisas de primeiro e segundo turno. O mais natural seria todos unirem-se em torno de Lula.
Mas qual. Partidos que sempre se aliaram ao PT e foram por ele alçados ao poder central, como PDT e PCdoB resolveram lançar candidatos próprios. O PSOL, costela do PT, também foi por aí. E adotaram o mantra de sempre: a gente se une no segundo turno.
A esquerda ainda não se deu conta de que não precisa esperar o segundo turno. Pode liquidar a fatura no primeiro. Bastaria Lula e Ciro se unirem. Uma chapa Lula-Ciro, não importa se Lula preso ou solto, criaria um fato novo que mudaria o rumo da campanha. Não importa quem seria o cabeça de chapa, importa que o golpe seria derrotado a 7 de outubro – que é o que toda a esquerda, ao menos, quer, não é mesmo? (Com o 247)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Veja quanto o juiz Sérgio Moro ganha. É dinheiro que muito poucos brasileiros ganham

Qualquer cidadão pode fazer a pesquisa no site do TRF-4. Veja abaixo. Não há aqui imputação de crime ao juiz. Mas Moro acha compatível receber remuneração muito acima do teto legal, no momento em que é transformado no “super-herói” da moralidade nacional? Rodrigo Vianna, via  Revista Fórum  em 26/8/2015 Quanto ganha o juiz que foi transformado em “herói nacional” pela Globo e pela Veja ? Apontado como moralizador da pátria, Sérgio Fernando Moro não é um super-herói. Mas um funcionário público. Deveria submeter-se às regras que valem para todos. É assim, também, que se combate corrupção: com respeito às regras. Sem escândalo. Todos os dias, todos os meses. E não apenas à frente dos holofotes midiáticos. Os advogados apontam inúmeras tropelias do magistrado: na Lava-Jato, dizem os juristas  (clique aqui para saber mais) , Moro atropela regras e impõe humilhações aos réus – tudo em nome do ideal da “moralidade pública”. Mas parece haver mais que isso… ...

Pesquisa Vox Populi mostra o Haddad na liderança com 22% das intenções de votos

Pesquisa CUT/Vox Populi divulgada nesta quinta (13) indica: Fernando Haddad já assume a liderança da corrida presidencial, com 22% de intenção de votos. Bolsonaro tem 18%, Ciro registra 10%, Marina Silva tem 5%, Alckmin tem 4%. Brancos e nulos somam 21%. O Vox Populi ouviu 2 mil eleitores em 121 municípios entre 7 e 11 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. O índice de confiança chega a 95%. O nome de Haddad foi apresentado aos eleitores com a informação de que é apoiado por Lula. Veja no quadro: Um pouco mais da metade dos entrevistados (53%) reconhece Haddad como o candidato do ex-presidente. O petista, confirmado na terça-feira 11 como o cabeça de chapa na coligação com o PCdoB, também é o menos conhecido entre os postulantes a ocupar o Palácio do Planalto: 42% informam saber de quem se trata e outros 37% afirmam conhece-lo só de nome. O petista chega a 31% no Nordeste e tem seu pior desempenho na região Sul (11%), me...

Tiraram a Dilma e o Brasil ficou sem direitos e sem soberania

Por Gleissi Hoffimann, no 247 Apenas um ano após o afastamento definitivo da presidenta Dilma pelo Senado, o Brasil está num processo acelerado de destruição em todos os níveis. Nunca se destruiu tanto em tão pouco tempo. As primeiras vítimas foram a democracia e o sistema de representação. O golpe continuado, que se iniciou logo após as eleições de 2014, teve como primeiro alvo o voto popular, base de qualquer democracia e fonte de legitimidade do sistema político de representação. Não bastasse, os derrotados imediatamente questionaram um dos sistemas de votação mais modernos e seguros do mundo, alegando, de forma irresponsável, “só para encher o saco”, como afirmou Aécio Neves, a ocorrência de supostas fraudes. Depois, questionaram, sem nenhuma evidência empírica, as contas da presidenta eleita. Não faltaram aqueles que afirmaram que haviam perdido as eleições para uma “organização criminosa”. Essa grande ofensiva contra o voto popular, somada aos efeitos deletérios de ...