Pular para o conteúdo principal

Leonardo Sakamoto mostra para a Janaína Paschoal o que é bom jornalismo

O jornalista Leonardo Sakmoto mostrou toda a sua paciência nesta quinta-feira (26) ao responder uma postagem da advogada Janaína Paschoal.
Uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e simpatizante do MBL, Janaína questionou como Sakamoto tinha tantos detalhes das remoções de páginas e perfis ligadas ao grupo de direita feitas pelo Facebook, uma vez que um dos líderes do MBL, Kim Kataguiri, não teria recebido explicações da rede social.
O tuíte de Janaína veio como reação a uma reportagem apurada pelo jornalista em que ele aponta os motivos pelos quais os perfis e páginas foram retirados do ar.
“Conversei com o Kim. Não, não o da Coreia do Norte. O Kataguiri. Ele não recebeu nenhuma notificação detalhando os motivos do encerramento das páginas do MBL. No entanto, Sakamoto fez um minucioso relato das causas. Como o Saka sabe de tudo isso?”, questionou Janaína.
Sakamoto foi direto: “Resposta: apuração jornalística. Tá meio fora de moda, eu sei, mas ainda é uma das ferramentas de uma boa democracia”, escreveu.
Confira a íntegra da “aula” de jornalismo que Sakamoto deu para a advogada.



Resposta a @JanainaDoBrasil, que perguntou o segredo para eu ter feito um "minucioso relato" sobre a retirada das páginas do MBL do Facebook ontem. Resposta: apuração jornalística. Tá meio fora de moda, eu sei, mas ainda é uma das ferramentas de uma boa democracia

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Veja quanto o juiz Sérgio Moro ganha. É dinheiro que muito poucos brasileiros ganham

Qualquer cidadão pode fazer a pesquisa no site do TRF-4. Veja abaixo. Não há aqui imputação de crime ao juiz. Mas Moro acha compatível receber remuneração muito acima do teto legal, no momento em que é transformado no “super-herói” da moralidade nacional? Rodrigo Vianna, via  Revista Fórum  em 26/8/2015 Quanto ganha o juiz que foi transformado em “herói nacional” pela Globo e pela Veja ? Apontado como moralizador da pátria, Sérgio Fernando Moro não é um super-herói. Mas um funcionário público. Deveria submeter-se às regras que valem para todos. É assim, também, que se combate corrupção: com respeito às regras. Sem escândalo. Todos os dias, todos os meses. E não apenas à frente dos holofotes midiáticos. Os advogados apontam inúmeras tropelias do magistrado: na Lava-Jato, dizem os juristas  (clique aqui para saber mais) , Moro atropela regras e impõe humilhações aos réus – tudo em nome do ideal da “moralidade pública”. Mas parece haver mais que isso… ...

Pesquisa Vox Populi mostra o Haddad na liderança com 22% das intenções de votos

Pesquisa CUT/Vox Populi divulgada nesta quinta (13) indica: Fernando Haddad já assume a liderança da corrida presidencial, com 22% de intenção de votos. Bolsonaro tem 18%, Ciro registra 10%, Marina Silva tem 5%, Alckmin tem 4%. Brancos e nulos somam 21%. O Vox Populi ouviu 2 mil eleitores em 121 municípios entre 7 e 11 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. O índice de confiança chega a 95%. O nome de Haddad foi apresentado aos eleitores com a informação de que é apoiado por Lula. Veja no quadro: Um pouco mais da metade dos entrevistados (53%) reconhece Haddad como o candidato do ex-presidente. O petista, confirmado na terça-feira 11 como o cabeça de chapa na coligação com o PCdoB, também é o menos conhecido entre os postulantes a ocupar o Palácio do Planalto: 42% informam saber de quem se trata e outros 37% afirmam conhece-lo só de nome. O petista chega a 31% no Nordeste e tem seu pior desempenho na região Sul (11%), me...

Tiraram a Dilma e o Brasil ficou sem direitos e sem soberania

Por Gleissi Hoffimann, no 247 Apenas um ano após o afastamento definitivo da presidenta Dilma pelo Senado, o Brasil está num processo acelerado de destruição em todos os níveis. Nunca se destruiu tanto em tão pouco tempo. As primeiras vítimas foram a democracia e o sistema de representação. O golpe continuado, que se iniciou logo após as eleições de 2014, teve como primeiro alvo o voto popular, base de qualquer democracia e fonte de legitimidade do sistema político de representação. Não bastasse, os derrotados imediatamente questionaram um dos sistemas de votação mais modernos e seguros do mundo, alegando, de forma irresponsável, “só para encher o saco”, como afirmou Aécio Neves, a ocorrência de supostas fraudes. Depois, questionaram, sem nenhuma evidência empírica, as contas da presidenta eleita. Não faltaram aqueles que afirmaram que haviam perdido as eleições para uma “organização criminosa”. Essa grande ofensiva contra o voto popular, somada aos efeitos deletérios de ...