Pular para o conteúdo principal

O historiador e cientista político Luiz Felipe de Alencastro afirma que o legado do Lula foi importante do que o do Getúlio Vargas

Luiz Felipe de Alencastro, historiador e cientista político, defendeu, em entrevista ao Valor, o legado do lulismo e afirmou que os legado de Lula é maior do que o de Getúlio Vargas.
"Não tenho dúvida que o lulismo é mais importante que o varguismo. Getúlio mudou o modo de intervenção do Estado na economia. Lula mudou, para muito melhor, a intervenção do Estado na sociedade. Os resultados estão inscritos em todos os gráficos demonstrando o progresso social de 2004 a 2014".
"O lulismo se baseia na ascensão política do PT e no carisma de Lula. Mas também num componente orgânico e resiliente, derivado de sua associação aos sindicatos e aos movimentos sociais. Impulsionados pelo boom das commodities, esses componentes deram quatro vitórias sucessivas ao PT nas presidenciais. 
O lulismo é um movimento democrático e de esquerda. Basta a ver a política anti-lulista atual, de desmantelamento de conquistas sociais e de aguçamento das desigualdades. O então major Hugo Chavez tentou golpes militares antes de ser eleito presidente na Venezuela. Evo Morales mexeu na Constituição da Bolívia e vai disputar um quarto mandato. Lula disputou e perdeu três eleições presidenciais, antes de ser eleito em 2002. No auge de seu prestígio em 2009, foi acusado de querer mudar a Constituição para disputar um terceiro mandato. Isto não aconteceu. As investigações contra o PT não foram barradas." (Com o 247)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Veja quanto o juiz Sérgio Moro ganha. É dinheiro que muito poucos brasileiros ganham

Qualquer cidadão pode fazer a pesquisa no site do TRF-4. Veja abaixo. Não há aqui imputação de crime ao juiz. Mas Moro acha compatível receber remuneração muito acima do teto legal, no momento em que é transformado no “super-herói” da moralidade nacional? Rodrigo Vianna, via  Revista Fórum  em 26/8/2015 Quanto ganha o juiz que foi transformado em “herói nacional” pela Globo e pela Veja ? Apontado como moralizador da pátria, Sérgio Fernando Moro não é um super-herói. Mas um funcionário público. Deveria submeter-se às regras que valem para todos. É assim, também, que se combate corrupção: com respeito às regras. Sem escândalo. Todos os dias, todos os meses. E não apenas à frente dos holofotes midiáticos. Os advogados apontam inúmeras tropelias do magistrado: na Lava-Jato, dizem os juristas  (clique aqui para saber mais) , Moro atropela regras e impõe humilhações aos réus – tudo em nome do ideal da “moralidade pública”. Mas parece haver mais que isso… ...

Pesquisa Vox Populi mostra o Haddad na liderança com 22% das intenções de votos

Pesquisa CUT/Vox Populi divulgada nesta quinta (13) indica: Fernando Haddad já assume a liderança da corrida presidencial, com 22% de intenção de votos. Bolsonaro tem 18%, Ciro registra 10%, Marina Silva tem 5%, Alckmin tem 4%. Brancos e nulos somam 21%. O Vox Populi ouviu 2 mil eleitores em 121 municípios entre 7 e 11 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. O índice de confiança chega a 95%. O nome de Haddad foi apresentado aos eleitores com a informação de que é apoiado por Lula. Veja no quadro: Um pouco mais da metade dos entrevistados (53%) reconhece Haddad como o candidato do ex-presidente. O petista, confirmado na terça-feira 11 como o cabeça de chapa na coligação com o PCdoB, também é o menos conhecido entre os postulantes a ocupar o Palácio do Planalto: 42% informam saber de quem se trata e outros 37% afirmam conhece-lo só de nome. O petista chega a 31% no Nordeste e tem seu pior desempenho na região Sul (11%), me...

Tiraram a Dilma e o Brasil ficou sem direitos e sem soberania

Por Gleissi Hoffimann, no 247 Apenas um ano após o afastamento definitivo da presidenta Dilma pelo Senado, o Brasil está num processo acelerado de destruição em todos os níveis. Nunca se destruiu tanto em tão pouco tempo. As primeiras vítimas foram a democracia e o sistema de representação. O golpe continuado, que se iniciou logo após as eleições de 2014, teve como primeiro alvo o voto popular, base de qualquer democracia e fonte de legitimidade do sistema político de representação. Não bastasse, os derrotados imediatamente questionaram um dos sistemas de votação mais modernos e seguros do mundo, alegando, de forma irresponsável, “só para encher o saco”, como afirmou Aécio Neves, a ocorrência de supostas fraudes. Depois, questionaram, sem nenhuma evidência empírica, as contas da presidenta eleita. Não faltaram aqueles que afirmaram que haviam perdido as eleições para uma “organização criminosa”. Essa grande ofensiva contra o voto popular, somada aos efeitos deletérios de ...