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O senador Aécio Neves é investigado na Lava Jato por suspeita de propinas nas obras da Cidade Administrativa

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) entrou para nova mira da Operação Lava Jato. Investigadores estão prestes a abrir inquérito sobre recebimento de 3% de propina a tucanos por obras da Cidade Administrativa, em Minas Gerais, enquanto o senador governava o Estado, entre 2003 e 2010.
 
A informação é de Severino Motta, que apurou junto a procuradores da República um esquema comandado pelo PSDB, que ajudou a financiar campanhas eleitorais de Aécio, delatado pelas empreiteiras Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez.
 
Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro teriam narrado aos investigadores repasses a Oswaldo Borges da Costa Filho, conhecido como Oswaldinho, para obras da Cidade Administrativa em Minas, que tinha um orçamento inicial de R$ 500 milhões, mas movimentou mais de R$ 2 bilhões.
 
Léo Pinheiro, da OAS, já havia acusado o esquema de propinas nas obras da Cidade, em tentativa de acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR). Entretanto, Janot suspendeu a colaboração, após o vazamento de trechos das denúncias.
 
Não é a primeira investigação contra Aécio na Lava Jato. O senador também está na mira de apuração envolvendo a lista de Furnas e o chamado mensalão tucano, quando o PSDB teria atuado para maquiar dados da CPI dos Correios, para evitar que o Banco Rural revelasse informações do esquema.
 
Ao Buzzfeed, Aécio Neves e o PSDB de Minas negaram qualquer irregularidade ou esquema de corrupção. "O PSDB MG desconhece a suposta decisão da PGR e rechaça as também supostas acusações em relação ao senador Aécio Neves. O partido informa que os valores citados estão equivocados. Nunca houve um orçamento no valor de R$ 500 milhões. Tal cifra surgiu apenas como estimativa, sem estar amparada em projeto ou orçamento, quando da primeira ideia de construção de outro projeto em outro local. Informa também que o valor licitado da obra foi de R$ 949.371.880,50", disse em nota.
 

"O PSDB MG contesta insinuação de irregularidade e informa que o edital da licitação foi previamente apresentado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas e todos os procedimentos foram acompanhados e auditados por empresa externa ao Estado contratada via licitação. Informamos ainda que o senhor Oswaldo Da Costa nunca teve atuação informal nas campanhas do PSDB com as quais colaborou, tendo sempre atuação formal e conhecida na arrecadação de recursos nas campanhas do PSDB", respondeu o partido. (Do GGN)

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