Pular para o conteúdo principal

As tragédias que a recessão produz

Tragédias da Recessão, por André Araújo
Uma família inteira, pai, mãe e dois filhos, se aniquilaram em condomínio de luxo na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, por causa de dificuldades financeiras. É um desdobramento trágico de uma recessão que já dura três anos e não tem nenhuma hipótese de acabar com a atual política econômica cujo único alvo é "trazer a inflação para o centro da meta" , como se isso resolvesse os problemas da economia brasileira, é um alvo muito medíocre e que no processo levará muitas familias à destruição se não for da vida, dos laços familiares, dos estudos, da saúde, da esperança, da criação dos filhos, aumenta os crimes, o consumo de drogas e álcool. Quanto isso custa ao País?
Combater a recessão deveria ser a META MÁXIMA da política econômica e não "trazer a inflação para o centro da meta". Baixar a inflação não cria emprego e aumenta as dívidas reais do Estado brasileiro, das empresas e das famílias.
A brutal política de juros é a causa maior da recessão, não é o déficit fiscal, que também precisa ser combatido mas simultaneamente com investimento público financiado com expansão monetária, que poderá causar alguma inflação mas efeito colateral suportável se houver criação de empregos.  
É tal a capacidade ociosa em todos os setores no Brasil que não haverá pressão de demanda  suficiente para causar inflação e se causar será um preço suportável para tirar o País da recessão profunda. Há um enorme empoçamento de poupança monetária por falta de apetitte para investir na economia produtiva, dinheiro estéril que nada produz, é o rentismo que vive de juros, grande parte deles mera ilusão gráfica. O Estado não tem renda real para pagar juros, que vão se acumulando na dívida pública, algo muito pior que pura e simples emissão de moeda. O meio circulante no Brasil atual está em R$215 bilhões, que é 3% do PIB, o meio circulante papel nos EUA é 8,5% do PIB e lá não tem inflação. Para chegar ao nível dos EUA dá para emitir R$300 bilhões sem fazer coceira.
Com essa emissão paga-se obras de infraestrutura, nem tudo pode ser por concessões e reativa-se a economia rapidamente, gerando empregos que criam renda, provoca consumo e reativa a economia.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Veja quanto o juiz Sérgio Moro ganha. É dinheiro que muito poucos brasileiros ganham

Qualquer cidadão pode fazer a pesquisa no site do TRF-4. Veja abaixo. Não há aqui imputação de crime ao juiz. Mas Moro acha compatível receber remuneração muito acima do teto legal, no momento em que é transformado no “super-herói” da moralidade nacional? Rodrigo Vianna, via  Revista Fórum  em 26/8/2015 Quanto ganha o juiz que foi transformado em “herói nacional” pela Globo e pela Veja ? Apontado como moralizador da pátria, Sérgio Fernando Moro não é um super-herói. Mas um funcionário público. Deveria submeter-se às regras que valem para todos. É assim, também, que se combate corrupção: com respeito às regras. Sem escândalo. Todos os dias, todos os meses. E não apenas à frente dos holofotes midiáticos. Os advogados apontam inúmeras tropelias do magistrado: na Lava-Jato, dizem os juristas  (clique aqui para saber mais) , Moro atropela regras e impõe humilhações aos réus – tudo em nome do ideal da “moralidade pública”. Mas parece haver mais que isso… ...

ÍNDICE DE PREÇOS É UMA BOA MEDIDA DE INFLAÇÃO?

Os índices de preços são de bastante interesse para as mais diversas pessoas, seja pobre ou rica, do Sul ou do Norte, velha ou nova, enfim, para todos aqueles que realizam compras periodicamente ou trabalham porque é uma forma de medida de desvalorização do poder de compra da moeda, do dinheiro. É uma medida aproximada de quanto foi a inflação em um determinado período. Também é de grande interesse do governo porque conforme os preços médios começam a subir ou a descer o governo realiza ações para ajustar a economia e os índices de preços são de grande valia para as autoridades que cuidam da economia realizarem tais ações. No Brasil até meados da década de 1990 a variação dos preços era constante e alta, em razão disso existiam várias medidas de índice preços, cada qual utilizando uma metodologia diferente. Com a implantação do Plano Real em julho de 1994, os preços passaram a variar muito menos, mas mesmo assim ainda existem várias medidas de inflação no país. Com a mudança d...

GASTOS SOCIAIS DO GOVERNO FEDERAL EM 2007

Muito se ouve falar que o nosso povo é muito carente e que a distribuição de renda em nosso país é muito perversa, o que reforça ainda mais a necessidade de atenção do governo federal nas áreas sociais. Em julho passado, o IPEA publicou um trabalho no qual são relacionados os gastos do governo nas áreas sociais em 2007. É importante que se verifique que excluindo os gastos da Previdência Social (mesmo porque apesar de ter uma relevância social muito grande, dependendo da Região, é de natureza fiscal diferente dos outros gastos) os gastos nas outras áreas sociais são insignificantes para atender todas as necessidades do nosso País. No ano de 2007, o governo federal gastou com áreas considerada sociais cerca de R$ 340 bilhões, correspondendo a 40,3% do seu orçamento e a 13,3% do PIB. Em termos percentuais, esses gastos foram os seguintes: Ministério da Previdência Social – 56,2%, Ministério da saúde – 14,5%, Ministério do trabalho e Emprego – 9,0%, Ministério da Educação – 8,4%, Ministér...