Pular para o conteúdo principal

O governo Alckmin (PSDB) afirma que São Paulo corre risco no abastecimento de água neste ano

Divulgação/Governo de São Paulo
Alckmin junto a um reservatório da Sabesp: na eleição, tucano negou risco de falta de água
O governo Alckmin (PSDB) declarou oficialmente na terça-feira (18), pela primeira vez, a existência de uma crise hídrica no Estado. Diz existir "risco para o abastecimento público" numa região que abriga quase a metade da população paulista - e 10% da brasileira - e afirma que "ações de caráter especial" poderão ser tomadas, sem esclarecer quais. 
O reconhecimento foi feito por meio de uma portaria do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) publicada na terça no Diário Oficial do Estado, um ano e meio depois do início da maior crise hídrica dos últimos 80 anos.
O texto decreta "situação de criticidade hídrica" na bacia do Alto Tietê, uma área que abrange 40 municípios (veja a lista), incluindo toda a Região Metropolitana de São Paulo e parte do interior do Estado, e diz que "ações de caráter especial deverão ser adotadas visando a assegurar a disponibilidade hídrica de modo seguro e eficiente."
A bacia do Alto Tietê é a área mais urbanizada do País. Vivem nela mais de 20 milhões de pessoas, ou cerca de 50% da população do Estado de São Paulo e 10% da do País. 
 Segundo o texto, a decisão é justificada pela gravidade da situação do armazenamento dos reservatórios do Sistema Produtor Alto Tietê (Ponte Nova, Paraitinga, Biritiba, Jundiaí e Taiaçupeba), que fornece água a quase 1/4 da população da Região Metropolitana atendida pela Sabesp.
Usado pelo governo Alckmin para socorrer regiões antes abastecidas pelo Cantareira - que sobrevive graças ao volume morto -, o Alto Tietê está com 15,4% sua capacidade, menos que os 17,8% de 19 de agosto 2014, quando atendia uma população menor (menos de 1/5 dos clientes da Sabesp na Região Metropolitana). No mesmo dia de 2013 - antes, portanto, da crise hídrica - o manancial operava com 60,9% da capacidade.
O DAEE é o órgão responsável por conceder as autorizações de captação de água no Estado, seja nos rios ou por meio de poços. Procurado, o departamento não informou se poderá cassar ou suspender essas autorizações. A legislação permite a suspensão temporária ou a readequação das outorgas - como são chamadas essas autorizações - em caso de insuficiência de água para atender aos usuários.
Os principais clientes de outorgas são indústrias e agricultores. A legislação brasileira prevê que, em caso de crise, a água disponível deve servir primeiro para abastecer a população e, em seguida, matar a sede de animais - irrigação ou utilização na produção industrial ficam em segundo plano. 
Do iG

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Veja quanto o juiz Sérgio Moro ganha. É dinheiro que muito poucos brasileiros ganham

Qualquer cidadão pode fazer a pesquisa no site do TRF-4. Veja abaixo. Não há aqui imputação de crime ao juiz. Mas Moro acha compatível receber remuneração muito acima do teto legal, no momento em que é transformado no “super-herói” da moralidade nacional? Rodrigo Vianna, via  Revista Fórum  em 26/8/2015 Quanto ganha o juiz que foi transformado em “herói nacional” pela Globo e pela Veja ? Apontado como moralizador da pátria, Sérgio Fernando Moro não é um super-herói. Mas um funcionário público. Deveria submeter-se às regras que valem para todos. É assim, também, que se combate corrupção: com respeito às regras. Sem escândalo. Todos os dias, todos os meses. E não apenas à frente dos holofotes midiáticos. Os advogados apontam inúmeras tropelias do magistrado: na Lava-Jato, dizem os juristas  (clique aqui para saber mais) , Moro atropela regras e impõe humilhações aos réus – tudo em nome do ideal da “moralidade pública”. Mas parece haver mais que isso… ...

Tiraram a Dilma e o Brasil ficou sem direitos e sem soberania

Por Gleissi Hoffimann, no 247 Apenas um ano após o afastamento definitivo da presidenta Dilma pelo Senado, o Brasil está num processo acelerado de destruição em todos os níveis. Nunca se destruiu tanto em tão pouco tempo. As primeiras vítimas foram a democracia e o sistema de representação. O golpe continuado, que se iniciou logo após as eleições de 2014, teve como primeiro alvo o voto popular, base de qualquer democracia e fonte de legitimidade do sistema político de representação. Não bastasse, os derrotados imediatamente questionaram um dos sistemas de votação mais modernos e seguros do mundo, alegando, de forma irresponsável, “só para encher o saco”, como afirmou Aécio Neves, a ocorrência de supostas fraudes. Depois, questionaram, sem nenhuma evidência empírica, as contas da presidenta eleita. Não faltaram aqueles que afirmaram que haviam perdido as eleições para uma “organização criminosa”. Essa grande ofensiva contra o voto popular, somada aos efeitos deletérios de ...

Colunista do Globo diz que Bolsonaro tentará golpe violento em 7 de setembro. Alguém duvida?

Em sua coluna publicada neste sábado (11) no  jornal O Globo , Ascânio Seleme afirma que, "se as pesquisas continuarem mostrando que o crescimento de Lula se consolida, aumentando a possibilidade de vitória já no primeiro turno eleitoral, Jair Bolsonaro vai antecipar sua tentativa de golpe para o dia 7 de setembro".  I nscreva-se no Canal  Francisco Castro Política e Econom ia "Será uma nova setembrada, como a do ano passado, mas desta vez com mais violência e sem freios. Não tenha dúvida de que o presidente do Brasil vai incentivar a invasão do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral. De maneira mais clara e direta do que em 2021. Mas, desde já é bom que ele saiba que não vai dar certo. Pior. Além de errado, vai significar o fim de sua carreira política e muito provavelmente o seu encarceramento", afirmou Seleme.  O colunista lembrou que, "em 7 de setembro do ano passado, Bolsonaro chamou o ministro Alexandre de Moraes de canalha, disse que n...