Pular para o conteúdo principal

Com o aumento da taxa da Selic, o Banco Central deu o seu recado ao mercado

O recado dado pelo BC, de que atuará para controlar a inflação, foi recebido de maneira favorável no mercado. O dólar caía 2,4%, às 12h40. A moeda americana hoje cede, após ter subido muito nas últimas semanas. Essa alta acumulada é uma das novas pressões sobre a inflação. Durante a campanha, por tudo o que foi dito pelas inserções do PT e pela própria presidente, ficou a impressão de um BC amarrado na cadeira. Então mais do que o 0,25 ponto, o que entenderam é que o BC poderá lutar contra a inflação. Necessário é. A taxa está acima do teto da meta e há outras pressões inflacionárias como a alta do dólar – hoje está em queda – que subiu muito desde a última reunião. A inflação está alta há quatro anos e continuará pressionada nos próximos meses.

O outro lado do cenário é a atividade estagnada e com pressões recessivas, como o baixo investimento. Por isso a decisão pela alta não foi unânime. Mas analistas do mercado entenderam que o governo pode vir a tomar outras medidas que levem ao necessário ajuste que permita o que todos querem: o início de um novo ciclo de crescimento.

Pelo o que foi dito pela presidente durante a campanha, a alta do juro não poderia ter acontecido. “Eles plantam inflação para colher juros” foi uma das frases ditas contra adversários pela candidata Dilma.

Um novo ciclo de crescimento não nasce num ambiente hostil ao investimento, como o atual.


O debate da campanha foi meio irracional. Uma das ideias defendidas por Dilma é que derrubar a inflação elevaria em muito o desemprego. A decisão de ontem pode ser o começo da volta às avaliações mais racionais sobre a economia. Juro alto ninguém gosta, mas é como purgante, ou laxante: tem que ser tomado às vezes para curar, nesse caso, da inflação. Por Miriam Leitão

Postagens mais visitadas deste blog

Veja quanto o juiz Sérgio Moro ganha. É dinheiro que muito poucos brasileiros ganham

Qualquer cidadão pode fazer a pesquisa no site do TRF-4. Veja abaixo. Não há aqui imputação de crime ao juiz. Mas Moro acha compatível receber remuneração muito acima do teto legal, no momento em que é transformado no “super-herói” da moralidade nacional? Rodrigo Vianna, via  Revista Fórum  em 26/8/2015 Quanto ganha o juiz que foi transformado em “herói nacional” pela Globo e pela Veja ? Apontado como moralizador da pátria, Sérgio Fernando Moro não é um super-herói. Mas um funcionário público. Deveria submeter-se às regras que valem para todos. É assim, também, que se combate corrupção: com respeito às regras. Sem escândalo. Todos os dias, todos os meses. E não apenas à frente dos holofotes midiáticos. Os advogados apontam inúmeras tropelias do magistrado: na Lava-Jato, dizem os juristas  (clique aqui para saber mais) , Moro atropela regras e impõe humilhações aos réus – tudo em nome do ideal da “moralidade pública”. Mas parece haver mais que isso… ...

ÍNDICE DE PREÇOS É UMA BOA MEDIDA DE INFLAÇÃO?

Os índices de preços são de bastante interesse para as mais diversas pessoas, seja pobre ou rica, do Sul ou do Norte, velha ou nova, enfim, para todos aqueles que realizam compras periodicamente ou trabalham porque é uma forma de medida de desvalorização do poder de compra da moeda, do dinheiro. É uma medida aproximada de quanto foi a inflação em um determinado período. Também é de grande interesse do governo porque conforme os preços médios começam a subir ou a descer o governo realiza ações para ajustar a economia e os índices de preços são de grande valia para as autoridades que cuidam da economia realizarem tais ações. No Brasil até meados da década de 1990 a variação dos preços era constante e alta, em razão disso existiam várias medidas de índice preços, cada qual utilizando uma metodologia diferente. Com a implantação do Plano Real em julho de 1994, os preços passaram a variar muito menos, mas mesmo assim ainda existem várias medidas de inflação no país. Com a mudança d...

GASTOS SOCIAIS DO GOVERNO FEDERAL EM 2007

Muito se ouve falar que o nosso povo é muito carente e que a distribuição de renda em nosso país é muito perversa, o que reforça ainda mais a necessidade de atenção do governo federal nas áreas sociais. Em julho passado, o IPEA publicou um trabalho no qual são relacionados os gastos do governo nas áreas sociais em 2007. É importante que se verifique que excluindo os gastos da Previdência Social (mesmo porque apesar de ter uma relevância social muito grande, dependendo da Região, é de natureza fiscal diferente dos outros gastos) os gastos nas outras áreas sociais são insignificantes para atender todas as necessidades do nosso País. No ano de 2007, o governo federal gastou com áreas considerada sociais cerca de R$ 340 bilhões, correspondendo a 40,3% do seu orçamento e a 13,3% do PIB. Em termos percentuais, esses gastos foram os seguintes: Ministério da Previdência Social – 56,2%, Ministério da saúde – 14,5%, Ministério do trabalho e Emprego – 9,0%, Ministério da Educação – 8,4%, Ministér...