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O Templo de Salomão da Igreja Universal custou R$ 680 milhões e terá assentos para 10 mil pessoas

A inauguração nesta semana em São Paulo do Templo de Salomão, da Igreja Universal, foi alvo de matéria do The New York Times, que disse que o enorme templo faz o “icônico Cristo Redentor do Rio de Janeiro, que tem apenas metade da altura, parecer um enfeite em comparação”.

Após quatro anos de obras, o centro religioso será inaugurado nesta quinta-feira, 31. Custou R$ 680 milhões e terá assentos para 10 mil pessoas.

A reportagem do Times aborda as implicações políticas e religiosas para o Brasil do projeto capitaneado pelo bispo Edir Macedo.

Este, por sua vez, é apontado como o homem que “reformulou” o cenário religioso nacional, tornando-se bilionário e enfrentando pelo caminho acusações e processos por corrupção e lavagem de dinheiro.

“Ninguém reformulou a paisagem religiosa do Brasil como o sr. Macedo. Dono de uma emissora e fundador da igreja, Macedo agora viaja de jatinho com um passaporte diplomático especial (um privilégio também permitido no país a altos funcionários do Vaticano), defendendo a teologia da prosperidade e doutrinas pentecostais como exorcismo e a cura pela fé”, diz o texto.

Ao jornal, o arquiteto do projeto afirma que a Universal não “poupou gastos” no Templo. As reações de “assombro” dos passantes, que param para tirar fotos, também foi registrada.

“O monumental templo será um poderoso símbolo do Brasil como epicentro do pentecostalismo global, assim como da Igreja Universal como a congregação líder para desafiar a Igreja Católica no país”, disse ao jornal R. Andrew Chesnut, especialista em religiões latino-americanos da Universidade Commonwealth de Virginia. Do Pragmatismo Político

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