A denúncia de que a compra de uma refinaria em Pasadena, no Texas (EUA), foi um mau negócio para Petrobras provocou um tiroteio verbal no Congresso. A oposição reuniu assinaturas para criar uma CPI, e o governo procura formas de evitar estragos maiores em um ano eleitoral. Nos 50 anos do golpe, saudosos marcham pela volta da ditadura enquanto um coronel confessa torturas e assassinatos cometidos naquele período. E o deputado federal Asdrúbal Bentes (PMDB-BA), condenado por oferecer cirurgias de laqueadura em troca de votos, decide renunciar depois de "consultar" seus travesseiros.
Por Gleissi Hoffimann, no 247 Apenas um ano após o afastamento definitivo da presidenta Dilma pelo Senado, o Brasil está num processo acelerado de destruição em todos os níveis. Nunca se destruiu tanto em tão pouco tempo. As primeiras vítimas foram a democracia e o sistema de representação. O golpe continuado, que se iniciou logo após as eleições de 2014, teve como primeiro alvo o voto popular, base de qualquer democracia e fonte de legitimidade do sistema político de representação. Não bastasse, os derrotados imediatamente questionaram um dos sistemas de votação mais modernos e seguros do mundo, alegando, de forma irresponsável, “só para encher o saco”, como afirmou Aécio Neves, a ocorrência de supostas fraudes. Depois, questionaram, sem nenhuma evidência empírica, as contas da presidenta eleita. Não faltaram aqueles que afirmaram que haviam perdido as eleições para uma “organização criminosa”. Essa grande ofensiva contra o voto popular, somada aos efeitos deletérios de ...
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