A edição de Veja deste fim de semana, mais uma vez, ironiza a presidente Dilma
Rousseff. Na capa, como numa gangorra, enquanto ela desce, as ações das
estatais, especialmente da Petrobras, disparam. Segundo a revista, Dilma é o
símbolo da desconfiança, enquanto os opositores Aécio Neves e Eduardo Campos
representam a esperança.
Na reportagem "A Petrobras desceu a rampa",
de Robson Bonin e Malu Gaspar, a revista afirma que a empresa "se tornou símbolo
da má gestão da presidente". No texto, a torcida pela oposição. "Aécio Neves
nunca teve tanta visibilidade eleitoral como agora, momento em que articula a
CPI da Petrobras. O rebaixamento da nota de crédito do Brasil e os descalabros
da Petrobras animaram Eduardo Campos", diz ele. Eduardo teria dito até que vai
ganhar as eleições – "e se Dilma continuar ajudando, no primeiro
turno".
No editorial de Eurípedes Alcântara, Veja
chega ao disparate de cobrar da presidente Dilma Rousseff, que governa um país
em pleno emprego e com mais de US$ 350 bilhões em reservas, uma nova Carta ao
Povo Brasileiro, como o ex-presidente Lula fez em 2002. "A hostilidade ao
mercado inibe investimentos, empobrece o país e diminui a oferta de empregos de
qualidade", diz o editorialista, que parece desconhecer que a taxa de desemprego
de fevereiro passado, de 5,1%, foi a menor da história.
"Em se mantendo esse humor, não é improvável
que Dilma se veja na contingência de divulgar sua Carta ao Povo Brasileiro.
Desta vez, não com o objetivo de reafirmar a continuidade, mas para se
comprometer com a mudança radical de rumo na sua política econômica", diz a
revista.
Nesta semana que passou, Guido Mantega se
tornou o mais longevo ministro da Fazenda da história democrática do País. Ao
que tudo indica, ainda vai longe.
Do 247

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