Pular para o conteúdo principal

Banda larga: 73,1% dos usuários querem trocar de provedor

Uma pesquisa recém-finalizada no país mostra que, em geral, ainda há grandes problemas com a qualidade dos serviços Internet banda larga no Brasil, o que se reflete em frustração dos consumidores. Tanto é assim que 73,1% querem trocar de provedor. Operdora que ganha destaque é a GVT, revela estudo da CVA Solutions. “Os problemas de infraestrutura das operadoras que inviabilizam a entrega de um serviço de alta qualidade aos usuários, que já havíamos identificado na pesquisa do ano anterior, pioraram, levando esses serviços a terem uma baixa avaliação”, aponta Sandro Cimatti.



No estudo da CVA Solutions sobre a Internet Banda Larga Fixa foram ouvidas em maio 5.464 pessoas que citaram Claro, CTBC, Embratel, GVT, Net (Virtua), OI, Telefonica (Speedy / Ajato), TIM e Vivo. “A avaliação de todas as operadoras piorou em relação à pesquisa do ano passado, o que mostra que a qualidade do serviço ainda deixa a desejar”, ressalta Sandro Cimatti. A operadora melhor posicionada em Valor Percebido é a GVT, com a Net em segundo lugar e a Claro na terceira posição.



A média de gasto com Internet Banda Larga dos respondentes da pesquisa é R$ 124,00; a operadora que tem a média de preços mais elevada é a GVT R$ 145,00.O levantamento mostra que o descontentamento do consumidor é claro. O setor de Internet banda larga aparece no penúltimo lugar entre 38 pesquisados em todo o País, com nota de 5,94 (em uma escala de 1 a 10), à frente apenas das operadoras de telefonia celular. Os setores líderes compreendem produtos da linha branca, micro-ondas (8,87), refrigeradores (8,67), lavadoras de roupa (8,62), fogões (8,51).



O melhor Valor Percebido (custo-benefício percebido pelos clientes) para Internet Banda Larga Fixa é da GVT (1,15), em seguida está a Net (1,03) e em terceiro a Claro (1,00). O Valor Percebido da Net aumentou significativamente em relação ao ano anterior, quando era de 1,00. Mas os provedores precisam rever suas estratégias.



Isso porque 73,1% dos pesquisados desejam mudar de marca de Internet Banda Larga. Número superior ao do ano anterior, quando 71,2% tinham a intenção de mudar. O melhor índice de Recompra pertence à GVT (45,4%), seguido pela Net (30,3%) e em terceiro a Claro (25,6%). Os três principais motivos para a escolha de uma operadora são: oferta de velocidade mais alta, preço das tarifas e qualidade da conexão sem interrupções.



Segundo dados da Telebrasil, o Brasil fechou o segundo trimestre de 2013 com 106,3 milhões de acessos em banda larga. Em 12 meses, de acordo com o estudo, foram ativados 28,5 milhões de novos acessos, a um ritmo de uma nova conexão por segundo. A evolução mais significativa em número de acessos nesse período se deu no segmento móvel da banda larga, com 45% de crescimento em relação a junho de 2012. A internet rápida pela rede móvel alcançou um total 85 milhões de acessos em junho.

Na banda larga móvel, 70,2 milhões são de conexões de celulares 3G, incluindo os smartphones, e 14,8 milhões são terminais de dados, entre eles modems de acesso à internet e chips de conexão máquina-máquina (M2M). Na banda larga fixa, por sua vez, os acessos somaram 21,3 milhões em junho. Desse total, 2,2 milhões de conexões foram ativadas nos últimos doze meses, com crescimento de 12% no período.

Por Ana Paula Lobo, do Convergência Digital

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Veja quanto o juiz Sérgio Moro ganha. É dinheiro que muito poucos brasileiros ganham

Qualquer cidadão pode fazer a pesquisa no site do TRF-4. Veja abaixo. Não há aqui imputação de crime ao juiz. Mas Moro acha compatível receber remuneração muito acima do teto legal, no momento em que é transformado no “super-herói” da moralidade nacional? Rodrigo Vianna, via  Revista Fórum  em 26/8/2015 Quanto ganha o juiz que foi transformado em “herói nacional” pela Globo e pela Veja ? Apontado como moralizador da pátria, Sérgio Fernando Moro não é um super-herói. Mas um funcionário público. Deveria submeter-se às regras que valem para todos. É assim, também, que se combate corrupção: com respeito às regras. Sem escândalo. Todos os dias, todos os meses. E não apenas à frente dos holofotes midiáticos. Os advogados apontam inúmeras tropelias do magistrado: na Lava-Jato, dizem os juristas  (clique aqui para saber mais) , Moro atropela regras e impõe humilhações aos réus – tudo em nome do ideal da “moralidade pública”. Mas parece haver mais que isso… ...

ÍNDICE DE PREÇOS É UMA BOA MEDIDA DE INFLAÇÃO?

Os índices de preços são de bastante interesse para as mais diversas pessoas, seja pobre ou rica, do Sul ou do Norte, velha ou nova, enfim, para todos aqueles que realizam compras periodicamente ou trabalham porque é uma forma de medida de desvalorização do poder de compra da moeda, do dinheiro. É uma medida aproximada de quanto foi a inflação em um determinado período. Também é de grande interesse do governo porque conforme os preços médios começam a subir ou a descer o governo realiza ações para ajustar a economia e os índices de preços são de grande valia para as autoridades que cuidam da economia realizarem tais ações. No Brasil até meados da década de 1990 a variação dos preços era constante e alta, em razão disso existiam várias medidas de índice preços, cada qual utilizando uma metodologia diferente. Com a implantação do Plano Real em julho de 1994, os preços passaram a variar muito menos, mas mesmo assim ainda existem várias medidas de inflação no país. Com a mudança d...

GASTOS SOCIAIS DO GOVERNO FEDERAL EM 2007

Muito se ouve falar que o nosso povo é muito carente e que a distribuição de renda em nosso país é muito perversa, o que reforça ainda mais a necessidade de atenção do governo federal nas áreas sociais. Em julho passado, o IPEA publicou um trabalho no qual são relacionados os gastos do governo nas áreas sociais em 2007. É importante que se verifique que excluindo os gastos da Previdência Social (mesmo porque apesar de ter uma relevância social muito grande, dependendo da Região, é de natureza fiscal diferente dos outros gastos) os gastos nas outras áreas sociais são insignificantes para atender todas as necessidades do nosso País. No ano de 2007, o governo federal gastou com áreas considerada sociais cerca de R$ 340 bilhões, correspondendo a 40,3% do seu orçamento e a 13,3% do PIB. Em termos percentuais, esses gastos foram os seguintes: Ministério da Previdência Social – 56,2%, Ministério da saúde – 14,5%, Ministério do trabalho e Emprego – 9,0%, Ministério da Educação – 8,4%, Ministér...