Recentemente, o IBGE
divulgou os números referentes ao PIB (Produto Interno Bruto) de todos os
estados brasileiros dos anos de 2002 e 2010, fazendo comparação em termos de
crescimento médio nesse período, do peso de cada estado na economia do país e
outras informações relevantes para entender um pouco mais as diferenças entre
os estados, a dinâmica da economia de cada um deles nos últimos dez anos, etc. Embora
os números de 2010 representem apenas uma estimativa, mas muito próxima da
realidade, os dados apresentados são de grande utilidade para se ter uma visão
mais clara a respeito dos resultados das políticas adotadas, dos resultados
obtidos e o que se deve fazer mais para que possamos ter um pais cada vez
melhor, menos desigual e mais desenvolvido em sua plenitude.
De acordo com o IBGE, em 2010,
oito estados concentravam 77,8% do PIB brasileiro, são eles: São Paulo (33,1%),
Rio de Janeiro (10,8%), Minas Gerais (9,3%), Rio Grande do Sul (6,7%), Paraná
(5,8%), Bahia (4,1%), Santa Catarina (4,0%) e Distrito Federal (4,0%) – embora o
Distrito Federal não seja Estado, por ser independente de qualquer outro Estado
é mencionado entre eles. Por outro lado,
os dez estados com os menores PIB’s representavam apenas 5,3% de participação e
eram todos das regiões Norte e Nordeste, São ele: Rio Grande do Norte (0,9%),
Paraíba (0,8%), Alagoas (0,7%), Sergipe (0,6%), Rondônia (0,6%), Piauí (0,6%),
Tocantins (0,5%), Acre (0,2%), Amapá (0,2%) e Roraima (0,2%).
Abaixo, a tabela reproduzida do Site do IBGE que apresenta os números referentes aos anos de 2002 e 2010, com os percentuais de participação de cada Estado na geração do PIB do Brasil em cada um desses dois anos.
Já o grupo formado por nove
estados, tinha uma participação de 16,9% do PIB. Os participantes desse grupo
são: Goiás (2,6%), Pernambuco (2,5%), Espírito Santo (2,2%), Ceará (2,1%), Pará
(2,1%), Amazonas (1,6%), Mato Grosso (1,6%), Maranhão (1,2%) e Mato Grosso do
Sul (1,2). Desses astados, Pará e Espírito Santo foram os que mais cresceram no
período 2002-2010, ganhando 0,3 p.p. e 0,4 p.p. de participação,
respectivamente. Em seguida, vieram Mato Grosso e Maranhão, com ganho de 0,2
p.p., e, por último, Goiás, Pernambuco, Ceará, Amazonas e Mato Grosso do Sul,
que avançaram 0,1 p.p. de participação.
De acordo com o IBGE, “o
grupo intermediário foi o que mais cresceu em participação, ganhando 1,5 p.p em
relação a 2002 (15,4%). O grupo de estados com os dez menores PIB’s ganhou 0,3
p.p. de participação em relação a 2002 (5,0%), enquanto o grupo dos oito
maiores PIB’s perdeu em torno de 1,9 p.p. de participação (79,7% em 2002)”.
Ainda de acordo com o IBGE, em 2010, sete unidades da federação tiveram PIB per
capita acima da média brasileira ( que era R$ 19.766,33). São eles:
Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul,
Espírito Santo e Paraná. O maior PIB per
capita foi o do Distrito Federal, com R$ 58.489,46, representando
quase três vezes a média nacional e cerca de duas vezes o de São Paulo (R$
30.243,17), que foi o segundo maior do país. Por outro lado, o do Maranhão era de R$
6.888,60 ficando com a última posição atrás do Piauí que era de R$ 7.072,80 e
de Alagoas que tinha um PIB por pessoa de R$ 7.874,21.


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