Pular para o conteúdo principal

FHC e LULA: Dois brasileiros que fizeram muito pelo Brasil e pelos brasileiros

As transformações pelas quais o Brasil passou a partir de meados dos anos 1990 fizeram do país e de sua gente em algo muito diferente do que estávamos acostumados desde há muito tempo. As mudanças foram significativas a ponto de levar uma nação inteira a palpar novos horizontes no mundo do desenvolvimento e do progresso. Após o povo brasileiro passar por terríveis momentos causados pelas crises derivadas da alta exacerbada dos preços e da falta de emprego que assolou o país a partir do final dos anos 1970 e foi que foi se acentuando com o passar dos anos. Os anos 1980 foram por demais tristes para a nossa economia, que além de produzirem várias recessões com consequências para o emprego renda, levaram o país a ter sérias crises de dívida externa.

No início dos anos 1990 o país estava com quase os mesmos problemas da década anterior, mas a partir de 1994 podemos ficar aliviados de um dos fantasmas que roubavam a paz, a segurança e, principalmente, a renda dos brasileiros: a inflação.  Apesar de ter custado muito caro para os brasileiros, o programa de estabilização de preços no Brasil por meio do Plano Real, foi um dos responsáveis, o principal, por tirar o país e a sociedade brasileira do atraso que vivíamos há muitas décadas. O país pagou muito caro para que o seu programa de estabilização de preços desse certo, mas valeu muito essa decisão. Muitos recursos vindos dos impostos dos brasileiros e centenas de bilhões de reais vindos das vendas empresas estatais foram usados para pagar o principal e os juros da dívida pública do país que aumentavam muito em razão das altas taxas de juros que o governo era obrigado a praticar em razão do plano econômico em andamento. Se o governo não tivesse tomado essa decisão é muito provável que o Real ficaria no rol dos vários planos econômicos fracassados.

Ao mesmo tempo o país vendeu as empresas estatais que necessitavam de investimentos, que o governo não tinha recursos para aplicar nelas, fazendo com que elas tivessem aporte de recursos que viabilizassem a renovação dessas empresas ajudando, assim, a proporcionar uma pujança à economia brasileira. Pode-se até contestar o valor pelos quais as estatais brasileiras foram vendidas, mas não se deve nunca ir contra os resultados que essas empresas passaram a ter após a venda para o setor privado.  A economia brasileira pode lograr a obter ganhos que há décadas não havia experimentado. Com o programa de estabilização de preços coroado de êxito, com as finanças do setor público saneadas e com as empresas estatais restantes enxutas e bem administradas, o país estava pronto para dar o passo seguinte.

O Brasil entrou nos anos 2000 com os preços estáveis, com a economia forte, com as empresas saneadas, com a formação de vários grupos empresariais brasileiros investindo no exterior, com, inclusive, o início de algumas verdadeiras multinacionais com capital genuinamente brasileiro. Apesar, de ter havido fortes ganhos sociais a partir do Plano Real, onde houveram ganhos reais bastante consideráveis, principalmente, para as camadas mais pobres do país, ainda existia um nível vergonhoso de pobreza que deixavam dezenas de milhões de brasileiros totalmente aleijado do consumo. Viviam sem ter direito ao consumo de produtos e serviços básicos.

O governo seguinte ao responsável pelo programa de estabilização de preços ficou incumbido de realizar a tarefa de proporcionar uma oportunidade para uma parte significativa da população brasileira. Com programas sociais de conotação de distribuição direta de renda tirou muitas famílias da miséria e deu um novo ânimo para quem estava totalmente desprovido de esperança. Além desses programas de distribuição direta de renda, o governo implantou vários outros programas que proporcionou a ascensão de milhões de pessoas para patamares de renda jamais vistos em toda a história do Brasil. Evidentemente que se não tivessem havidos os primeiros passos dados pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, o governo LULA não teria podido implantar e executar o seu bem sucedido programa de renda realizado em seu governo.

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Veja quanto o juiz Sérgio Moro ganha. É dinheiro que muito poucos brasileiros ganham

Qualquer cidadão pode fazer a pesquisa no site do TRF-4. Veja abaixo. Não há aqui imputação de crime ao juiz. Mas Moro acha compatível receber remuneração muito acima do teto legal, no momento em que é transformado no “super-herói” da moralidade nacional? Rodrigo Vianna, via  Revista Fórum  em 26/8/2015 Quanto ganha o juiz que foi transformado em “herói nacional” pela Globo e pela Veja ? Apontado como moralizador da pátria, Sérgio Fernando Moro não é um super-herói. Mas um funcionário público. Deveria submeter-se às regras que valem para todos. É assim, também, que se combate corrupção: com respeito às regras. Sem escândalo. Todos os dias, todos os meses. E não apenas à frente dos holofotes midiáticos. Os advogados apontam inúmeras tropelias do magistrado: na Lava-Jato, dizem os juristas  (clique aqui para saber mais) , Moro atropela regras e impõe humilhações aos réus – tudo em nome do ideal da “moralidade pública”. Mas parece haver mais que isso… ...

Pesquisa Vox Populi mostra o Haddad na liderança com 22% das intenções de votos

Pesquisa CUT/Vox Populi divulgada nesta quinta (13) indica: Fernando Haddad já assume a liderança da corrida presidencial, com 22% de intenção de votos. Bolsonaro tem 18%, Ciro registra 10%, Marina Silva tem 5%, Alckmin tem 4%. Brancos e nulos somam 21%. O Vox Populi ouviu 2 mil eleitores em 121 municípios entre 7 e 11 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. O índice de confiança chega a 95%. O nome de Haddad foi apresentado aos eleitores com a informação de que é apoiado por Lula. Veja no quadro: Um pouco mais da metade dos entrevistados (53%) reconhece Haddad como o candidato do ex-presidente. O petista, confirmado na terça-feira 11 como o cabeça de chapa na coligação com o PCdoB, também é o menos conhecido entre os postulantes a ocupar o Palácio do Planalto: 42% informam saber de quem se trata e outros 37% afirmam conhece-lo só de nome. O petista chega a 31% no Nordeste e tem seu pior desempenho na região Sul (11%), me...

Tiraram a Dilma e o Brasil ficou sem direitos e sem soberania

Por Gleissi Hoffimann, no 247 Apenas um ano após o afastamento definitivo da presidenta Dilma pelo Senado, o Brasil está num processo acelerado de destruição em todos os níveis. Nunca se destruiu tanto em tão pouco tempo. As primeiras vítimas foram a democracia e o sistema de representação. O golpe continuado, que se iniciou logo após as eleições de 2014, teve como primeiro alvo o voto popular, base de qualquer democracia e fonte de legitimidade do sistema político de representação. Não bastasse, os derrotados imediatamente questionaram um dos sistemas de votação mais modernos e seguros do mundo, alegando, de forma irresponsável, “só para encher o saco”, como afirmou Aécio Neves, a ocorrência de supostas fraudes. Depois, questionaram, sem nenhuma evidência empírica, as contas da presidenta eleita. Não faltaram aqueles que afirmaram que haviam perdido as eleições para uma “organização criminosa”. Essa grande ofensiva contra o voto popular, somada aos efeitos deletérios de ...