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Desenvolvimento ecologicamente sustentável e a melhora de vida do povo


Antes de ser moda, o desenvolvimento sustentável é, antes de tudo, uma necessidade dada a degradação existente em muitas áreas de todo o território nacional. Até a década de 1980, a população e as autoridades brasileiras não tinham como meta a preservação da natureza, o objetivo era produzir sem se preocupar com quaisquer consequências que o tipo ou o modo de produção  pudesse causar ao meio ambiente. Até aquela década, muitas fábricas com suas chaminés poluindo o ar, deixando as pessoas sentindo mau cheiro e, em algumas situações, até mesmo com dificuldade de respirar era a tônica em muitas cidades. A maioria das cidades médias e grandes sofria desse problema, um dos maiores símbolos dessa triste realidade que vivíamos era a cidade de Cubatão, no estado de São Paulo.

No decorrer dos últimos trinta anos, com a conscientização de todos, com as mudanças tecnológicas e com melhora na produtividade e dos meios de produção, a realidade é muito diferente atualmente. Ainda não é a ideal, mas de avançou muito, embora existam algumas resistências, principalmente por parte de muitos produtores rurais que acham que ao praticar produção ecologicamente sustentável diminui a produção e, consequentemente, os seus lucros. Um exemplo dessa contestação é o embate dos ruralistas no Congresso Nacional em torno da aprovação do Código Florestal. Vários pontos que são considerados como essenciais pelos especialistas são tremendamente contestados por grande parte das pessoas que lidam com o campo. No que se refere às cidades, não existem contestações mais forte das medidas tomadas pelas autoridades quanto à preservação do meio ambiente.

Apesar de ter apresentado uma dinâmica muito forte ao longo das últimas décadas, a nossa agriculta tem utilizado o método de produção no qual o uso sistemático de fertilizantes e agrotóxicos é uma das principais formas de aumentar a produtividade. Em 2010, a média de uso de fertilizantes no Brasil foi de 155 kg por hectare de terra plantada. No Sudeste, essa média passa para 208,1 kg por hectare. Naquele ano, a área plantada no Brasil foi de 7,7% de todo o território brasileiro, ou seja, é possível preservar muita terra e ainda assim ter uma agricultura forte e competitiva. Os agricultores podem muito bem produzir muito e elevar o nível de preservação das terras, notadamente nas encosta, nascentes, morros e outras áreas degradadas. Ao fazer isso, estará ajudando a sociedade, ao país e a eles próprios.

A questão relacionada com a agricultura é apenas uma pequena parte do problema relacionado com o desenvolvimento econômico ecologicamente sustentável. Indicadores como saneamento básico, notadamente o acesso da população à água tratada, esgoto e tratamento de esgoto, são muito importantes para a preservação ambiental e a população ter uma vida mais saudável. Aliás, com o aumento do saneamento básico a população passa a ter uma melhora de vida quase que imediatamente. Indicador como a taxa de mortalidade infantil está diretamente relacionada à qualidade do esgoto, do seu tratamento e da qualidade de água que as pessoas consomem.

Não se pode parar o desenvolvimento econômico por causa da ecologia ou problemas ambientais. Ao invés disso deve-se buscar alternativas e meios para que a economia e a sociedade possam progredir e crescer sem agredir o meio ambiente. Não é razoável crescermos muito agora e mais tarde termos problemas sérios. A existência de diversas formas de crescermos de forma sustentável nos alivia e nos deixa propensos a termos esperança de que a nossa população tenha uma vida muito melhor, tanto em termos econômico quanto em termos do ambiente em que irá viver. Produzir sem poluir, sem agredir a natureza, ofertar serviços de saneamento básico para toda população, utilizar energia de fontes renováveis e menos poluidoras, criar mais reservar de preservação, entre outras ações é o que as autoridades, as empresas, as instituições e a sociedade brasileira devem fazer para que no futuro possamos viver melhor.

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