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A população brasileira em 2010


Como acontece a cada dez anos, em 2010 o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) realizou um censo cujo objetivo era obter informações relevantes sobre a população brasileira tais como: quanto nós somos, o grau de instrução das pessoas, o nível de renda da população, como vivem as pessoas em termos saneamento básico e mais uma série de outras informações que são de grande importância para que os agentes públicos realizem os planejamentos e implantem políticas públicas que sejam compatíveis com o perfil da população.

No censo de 2010, o Brasil naquele ano tinha uma população de 190,8 milhões de pessoas, tendo aumentado 12,34% em comparação com o ano de 2000. Em 2010, 42% da população brasileira morava na região sudeste, 28% no Nordeste, 14% no Sul, 8% no Norte e 7% no Centro Oeste. Com relação ao aumento da população nos dez anos entre 2000 e 2010, a região que teve uma elevação mais significativa no número de habitantes foi a Norte, com 22,97%, sendo seguida de perto pelo Centro Oeste, com 20,81%. As outras regiões tiveram crescimento populacional bem mais moderado. Nos dez anos que separam os dois últimos censos, a população do Nordeste aumentou 11,19%, a do Sudeste aumentou 10,98% e a do Sul aumentou 8,00%.

Em 2010, 24,1% da população brasileira tinha entre 0 e 14 anos, em 2000 pessoas nessa faixa de idades correspondiam a 29,6% e em 1991 a 34,7% de toda a população. Na faixa de idade compreendida entre 14 anos e um dia e 64 anos ocorreu aumento, em 1991, 2000 e 2010, as pessoas pertencentes a essa faixa correspondiam, respectivamente, a 60,4%, 64,5% e a 68,5% da população brasileira. Já as pessoas com idade acima de 64 anos também tem aumentado, passando de 4,8% em 1991, 5,9% em 2000 e 7,4% da população em 2010. No Sul e no Sudeste, o perfil da população quanto a faixa etária é quase idêntica, com as pessoas com idade até 14 anos correspondendo a 21,7% da população, as que possuem idade entre 14 e 64 anos a 70,2% e as pessoas acima de 64 anos correspondendo a 8,1% da população. Nas outras regiões, a população é mais jovem, entretanto também possuem uma forte tendência de envelhecimento.

O percentual de pessoas analfabetas, apesar de ter melhorado, ainda é muito alto. Na média, o Brasil apresentou em 2010 uma taxa de 9,6% de sua população acima de cinco anos de idade como analfabeta. O Sul e o Sudeste tinham 5,1 e 5,5% de sua população em idade acima dos cinco anos analfabeta, o Nordeste 19,1%, o Norte 11, 2% e o Centro Oeste 7,2%. Observa-se claramente que é no Nordeste onde se encontra a grande maioria das pessoas considerada analfabetas, sendo necessárias que sejam implementadas políticas que levem à diminuição significativa dessa situação atual.

O censo de 2010 mostrou claramente que a população brasileira está ficando velha, mais instruída e descentralizando, com as regiões Norte e Centro Oeste aumento o dobro das regiões Sudeste e Sul, embora em termos absoluto e em termos de território essas duas últimas regiões continuem muito mais povoadas do que as duas primeiras. Uma questão que deve ser pensada seriamente e de forma sistemática é quanto à oferta de um sistema de saúde pública, de assistência social e de previdência social. São áreas que uma população que se torna cada vez mais idosa irá necessitar cada vez mais. É preciso que as pessoas que pensam o Brasil e os governantes devem cada vez mais se preocupar com esses três fatores para que uma parte significativa da nossa população não fique desamparada.

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