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Bullying nas empresas: Um mal a ser combatido


Assédio moral ou bullying é uma prática terrível que destrói, machuca e prejudica qualquer pessoa que tenha a má sorte de ser uma vítima. Esse tipo de comportamento que tem maior visibilidade nas escolas, também tem uma grande incidência nas empresas, vitimando pessoas que passam a ter transtornos que lhes custam muito em todos os sentidos. Como é praticado o bullying nas empresas? Quais são as suas vítimas? Quais a conseqüências dessa prática nas empresas? O que deve ser feito para evitar esse tipo de comportamento?

A palavra de origem inglesa bully, significa “mandão”, “valentão”, “tirânico” ou “ameaçar”, “oprimir”, “maltratar”, “assustar”. São termos que facilmente encontram guarida em pessoas desprovidas de comportamentos éticos, de respeito às pessoas e sem noção de justiça. Nas empresas brasileiras, infelizmente, encontram-se recheadas de chefes, gerentes ou outros tipos de profissionais que sentem prazer em humilharem empregados pelos mais diferentes motivos. É um tipo de comportamento altamente deplorável e reprovável por qualquer organização considerada séria e que deva merecer respeito.

É muito triste saber que cerca de 90% das empresas brasileiras tratam esse comportamento como banal e somente levam em conta quando afeta de forma explícita o rendimento da empresa. Na maioria das vezes, o agressor tem como objetivo que o agredido saia do emprego por vontade própria, evitando que a empresa pague indenização pelo desligamento sem justa causa. Mas, existem outros motivos tais como: vontade de mostrar poder, prazer em humilhar outras pessoas indefesas, impedir que potenciais competidores sejam eliminados, preconceito por razões de sexo, origem, religião, cor e muitos outros motivos.

A caracterização de bullying no local de trabalho pode ocorrer quando existe exposição do empregado a situações humilhantes e constrangedoras por várias vezes mesmo que em situações diferentes, geralmente praticadas por pessoas hierarquicamente superiores. Muitas vezes isso ocorre de forma sutil, mas que machuca muito. Alguns exemplos onde o bullying pode ser encontrado no trabalho são: críticas sem fundamento, um empregado ser culpado sem que haja uma justificativa clara e irrefutável, ter um tratamento inferior aos dos demais integrantes da equipe, ser alvo de xingamentos ou gritos, quase sempre ser alvo de piadas ou apelidos pejorativos, ser vigiado em excesso e outros tipos de comportamentos que deixem a pessoa em situação constrangedora.

Apesar de ficar debilitada, física, moral e psicologicamente, a pessoa vítima de bullying no local de trabalho deve denunciar em todos e com todos os meios possíveis. No sindicato, no setor de recursos humanos da empresa, no ministério público, na delegacia do trabalho, comissão de direitos humanos e órgão como a OAB, etc. É muito importante que qualquer tipo de comportamento considerado como assédio moral seja denunciado para que esses monstros que praticam essas barbaridades sejam punidos e que não surjam novas vítimas em muitas empresas.

Os custos e as conseqüências dessa prática são difíceis de serem medidos, mas todos saem perdendo, inclusive quem a pratica. Para a vítima, os resultados são terríveis. Desde a perda da auto estima até o aparecimento de doenças como depressão, stress e muitas outras. Para a empresa, ocorre a perda da produtividade, falta de estímulo por parte dos empregados vítimas de companheiro solidários à situação de humilhação pela qual o amigo ou amigos esteja passando e a imagem negativa da organização quando esse tipo de comportamento é noticiado na mídia. Para o agressor, além de não obter nenhuma vantagem com isso ainda pode ser envolvido em sindicância, ter que indenizar a vítima, perder o emprego ou ter uma conotação negativa perante à sociedade e à própria organização.

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