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As instituições de ensino deveriam ser obrigadas ofertar boa educação?


Muito se tem escrito, falado e discutido sobre educação, o que ensinar, como ensinar, enfim, tem havido um grande debate sobre educação, mas na grande maioria das vezes tem-se esquecido do principal: As pessoas estão aprendendo de verdade? As escolas estão oferecendo educação que qualidade que seja suficiente para transformar os estudantes em verdadeiros protagonistas do desenvolvimento e do progresso de nosso país? As escolas devem ser públicas ou privadas? Deve haver um limite mínimo na qualidade dos cursos oferecidos por toda e qualquer escola ou faculdade pública ou privada?


Não resta dúvida que as respostas a essas e outras questões são sempre carregadas de teor ideológico que, evidentemente, empobrece enormemente o debate do tipo e da qualidade do ensino em nosso país. Em todo o Brasil, não somente nas pequenas cidades do interior, mas também nos grandes centros, o que se ensina está muito aquém das reais necessidades dos estudantes. Existe uma quantidade enorme de alunos que concluem o segundo grau que possuem um nível de conhecimento muito inferior ao que um do primeiro grau deveria saber. São pessoas que concluem o ensino médio que não deveriam ter saído do ensino básico. Isso é um crime que cometem contra esses indefesos. Essas pessoas dificilmente conseguirão almejar grandes horizontes em suas vidas profissionais. Esse tipo de absurdo ocorre, principalmente, nas escolas do setor público, notadamente municipais e estaduais.


O mesmo se pode dizer das faculdades e universidades privadas que, com raras exceções, são protagonistas de ensino de péssima qualidade enganando muitas pessoas que ao se formarem em seus cursos pensam que estão preparadas, mas ao entrar no mercado terão uma terrível surpresa. De 1995 para cá houve uma verdadeira proliferação de escolas privadas de ensino superior que ensinam muito mau e transformaram essa atividade em um negócio que já formou diversos impérios empresariais no Brasil. É um negócio altamente lucrativo que deixam muti milionários os empresários dessa área e os estudantes com o tempo perdido, desperdiçado um bom dinheiro e sem perspectivas no mercado de trabalho. Esses estudantes para terem algum sucesso profissional devem fazer vários outros cursos complementares ou estudarem bastante por conta própria, coisa que muitos não possuem aptidão para fazer isso.


Diante de tudo isso, está bastante claro que tanto nas escolas do ensino básico e médio quanto nas faculdades deve existir um limite mínimo que deixe o nível do ensino em um ponto considerado adequado. Isso, evidentemente, não deve ser definido pelos que oferecem o ensino, mas pelo governo federal e por um grupo de especialistas totalmente desvinculados das instituições de ensino. As escolas que não ensinam o que os alunos deveriam aprender devem ser submetidas a regras que façam com que a qualidade seja aumentada até a um grau em que os seus estudantes fiquem competitivos. Deve haver um padrão mínimo que ao não ser atingido, os seus diretores, professores e demais funcionários deveriam passar a ser penalizados severamente.


O mesmo pode se dizer das faculdades e universidade. Deve haver um nível mínimo na qualidade do ensino que caso fique abaixo, a diretoria e seus donos passariam a ser fortemente penalizados. Entretanto, esse nível mínimo não deveria ser baixo, deveria ser compatível com os melhores cursos oferecidos no país. A competição não deve ser aplicada no ensino, a educação é muito importante para as pessoas e para o nosso país para deixar ao sabor do mercado. Deve haver, sim, controle pelo puder público e da sociedade dessas faculdades privadas visando fazer com que elas ofereçam ensino universitário digno desse nome. Os empresários dessa área deveriam ser submetidos a regras bem rígidas na oferta de seus serviços. Não se deve brincar de faz de conta com a educação.

Comentários

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  2. Que Post Fantástico!
    AMIGO FRANCISCO CASTRO

    O seu artigo é um quadro condensado sobre a educação em nosso país. Acho que tudo está na falta de valorização do professor e de todos os demais profissionais da área. Quando se dispuserem a tratar com a devida atenção os profissionais acima os maiores beneficiados serão toda a clientela estudantil e a família brasileira.
    Parabéns por mais um excelente texto!
    Abraços fraternos,
    LISON.

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  3. Bravo!
    Delicioso espaço para reflexão.
    Bom dia.
    FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... deseja um bom final de semana para você.
    Saudações Florestais e Educacionais !
    em:

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