Pular para o conteúdo principal

ACIDENTES DE TRÂNSITO NAS RODOVIAS FEDERAIS

O nosso sistema viário é precário e extremamente perigoso que deixa vítimas diariamente por todo o nosso país. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), as autoridades de trânsitos responsáveis pelas rodovias são também responsáveis pela preservação da vida e da prevenção dos acidentes.


Segundo os dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), reproduzidos na tabela abaixo, ocorreram 112.457 acidentes nas rodovias federais em 2004 e 109.745 em 2005 com 457.409 e 414.663 pessoas envolvidas respectivamente. Resultando em 10.186 e 10.416 mortes, respectivamente. As quantidades de feridos em cada um desses anos: 87.728 em 2004 e 84.818 em 2005, é muita gente ferida somente nas rodovias federais!


Tabela - características dos acidentes nas rodovias federais do Brasil nos anos de 2004 e 2005

Item 2004
2005
Total acidentes
112.457 109.745
Nº. de veículos envolvidos 190.731 184.458
Nº. de pessoas envolvidas 457.409 414.663
Nº. mortes local 6.119 6.352
Nº. mortes pós-acidente 4.067 4.064
Total mortes 10.186 10.416
Mortes local / 1.000 acidentes 54,4 57,9
Mortes pós-acidente / 1.000 acidentes 36,2 37
Mortes total / 1.000 acidentes 90,6 94,9
Nº. acidentes / morte 11 10,5
Nº. acidentes / morte local 18,4 17,3
Nº. feridos local 66.117 66.066
Nº. feridos pós-acidente 25.678 22.816
Total feridos (feridos local + pós-acidente - feridos que vêm a óbito) 87.728 84.818
Feridos local / 1.000 acidentes 587,9 602
Feridos pós-acidente / 1.000 acidentes 228,3 207,9
Feridos total / 1.000 acidentes 780,1 772,9
Nº. acidentes / ferido 1,3 1,3
Nº. ilesos local 385.173 342.245
359.495 319.429 -11,1% 359.495
319.429
Ilesos local / 1.000 acidentes 3.425 3.119
Ilesos total / 1.000 acidentes 3.197 2.911
Nº. acidentes / ileso 0,3 0,3

Fonte: Polícia Rodoviária Federal


Conforme é mostrado acima, a cada 1.000 acidentes em 2004 e em 2005 em 54,4 e em 57,9, respectivamente, ocorreram morte. Em cada 1.000 acidentes nesses mesmos dois anos proporcionaram 816,2 e 809,9 feridos, respectivamente.


Dentre os diversos fatores que levam a essa quantidade enorme de acidentes pode-se mencionar os seguintes: Comportamento desrespeitoso por parte dos condutores, por exemplo: altas velocidades, ultrapassagem perigosa, manutenção inadequada do veículo, desrespeito à sinalização de trânsito, etc.; desrespeito dos pedestres (dirigir embriagado, não atravessar na faixa de pedestres, etc. – os pedestres representam 20,0% das vítimas fatais dos acidentes); condições meteorológicas inadequadas (chuva, névoas, etc.); desenvolvimento urbano descontrolado próximo das rodovias, entre outros motivos.


Três tipos de acidentes geram aproximadamente 50% das vítimas fatais: os atropelamentos, colisões frontais e colisões laterais.

Na média, os atropelamentos representam 3,6% do total dos acidentes e 19,1% dos acidentes com morte. As colisões frontais foram responsáveis por 4,0% dos acidentes nas rodovias federais e por 24,6% das mortes. Juntos, esses dois tipos de acidentes foram responsáveis por 7,6% dos acidentes e por 43,7% das mortes. As colisões laterais foram responsáveis por 9,8% dos acidentes e por 17% das mortes.


Diversas medidas têm que ser tomadas para diminuir essa verdadeira guerra que o trânsito das estradas brasileiras. Uma grande medida foi tomada no final do primeiro semestre de 2008: a aprovação da chamada “Lei Seca”.


Após 45 dias de funcionamento dessa lei, houve uma diminuição de 14% no número de mortos, de 1,0% no número de acidentes e 1,3% no número de feridos, tudo em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a PRF, a “lei seca” só não houve uma queda maior porque havia uma tendência de aumento na violência no trânsito nas rodovias. Portanto, essa lei foi, na verdade, por um percentual ainda maior na diminuição dessa guerra no trânsito. Nesses números não estão incluídos as rodovias estaduais e as vias urbanas.


Evidentemente, é necessário que sejam tomadas outras ações para diminuir essas tragédias que ceifam vidas que é o mais importante do que tudo se possa imaginar. Medidas como sinalizar bem as rodovias, tapar todos os buracos, duplicar (principalmente nos locais mais perigosos), colocar radares eletrônicos, construir passarelas, punir os pedestres que atravessam rodovias e outras medidas que levem a diminuir os acidentes em nossas rodovias são de extrema urgência. As nossas autoridades deveriam se ater para esse problema seriíssimo que é o problema das rodovias brasileiras.

Comentários

  1. Olá Francisco, muito interessante o seu blog, na verdade, eu não entendo nada de números ...rs A "palavra" é minha paz e meu inferno. Obrigada pelo comentário em meu blog. Abraço Carmen

    ResponderExcluir
  2. Oi Francisco! Obrigado pelo Comentário em meu Blog.É novo, mas postarei mais dos meus trabalhos. Design e Economia...Viva a diversidade!rs...Abs, Patricia Lissoni.

    ResponderExcluir
  3. BOM DIA FRANCISCO, GOSTARIA DE SABER SE HÁ INTERESSE DE COLOCAR UM LINK EM SEU BLOG, O PROJETO DO MEU SITE É VOLTADO EM EDUCAÇÃO DE TRÂNSITO. MUITO INTERESSANTE. SE HÁ INTERESSE ENVIAREIOS CÓDIGOS EM HTML COM O MEU LOGOTIPO, ENVIE SUA RESPOSTA INDEPENDENTE SEU SIM OU NÃO. OBRIGADO E PARABÉNS PELO SEU BLOG. UM ABRAÇO DO RÔMULO. ACESSE MEU SITE: www.rbs.adm.br

    ResponderExcluir
  4. oi franciscotudo bem?me chamo maristela e acho seu trabalho muito importante e incrivel paraabéns!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Veja quanto o juiz Sérgio Moro ganha. É dinheiro que muito poucos brasileiros ganham

Qualquer cidadão pode fazer a pesquisa no site do TRF-4. Veja abaixo. Não há aqui imputação de crime ao juiz. Mas Moro acha compatível receber remuneração muito acima do teto legal, no momento em que é transformado no “super-herói” da moralidade nacional? Rodrigo Vianna, via  Revista Fórum  em 26/8/2015 Quanto ganha o juiz que foi transformado em “herói nacional” pela Globo e pela Veja ? Apontado como moralizador da pátria, Sérgio Fernando Moro não é um super-herói. Mas um funcionário público. Deveria submeter-se às regras que valem para todos. É assim, também, que se combate corrupção: com respeito às regras. Sem escândalo. Todos os dias, todos os meses. E não apenas à frente dos holofotes midiáticos. Os advogados apontam inúmeras tropelias do magistrado: na Lava-Jato, dizem os juristas  (clique aqui para saber mais) , Moro atropela regras e impõe humilhações aos réus – tudo em nome do ideal da “moralidade pública”. Mas parece haver mais que isso… ...

ÍNDICE DE PREÇOS É UMA BOA MEDIDA DE INFLAÇÃO?

Os índices de preços são de bastante interesse para as mais diversas pessoas, seja pobre ou rica, do Sul ou do Norte, velha ou nova, enfim, para todos aqueles que realizam compras periodicamente ou trabalham porque é uma forma de medida de desvalorização do poder de compra da moeda, do dinheiro. É uma medida aproximada de quanto foi a inflação em um determinado período. Também é de grande interesse do governo porque conforme os preços médios começam a subir ou a descer o governo realiza ações para ajustar a economia e os índices de preços são de grande valia para as autoridades que cuidam da economia realizarem tais ações. No Brasil até meados da década de 1990 a variação dos preços era constante e alta, em razão disso existiam várias medidas de índice preços, cada qual utilizando uma metodologia diferente. Com a implantação do Plano Real em julho de 1994, os preços passaram a variar muito menos, mas mesmo assim ainda existem várias medidas de inflação no país. Com a mudança d...

GASTOS SOCIAIS DO GOVERNO FEDERAL EM 2007

Muito se ouve falar que o nosso povo é muito carente e que a distribuição de renda em nosso país é muito perversa, o que reforça ainda mais a necessidade de atenção do governo federal nas áreas sociais. Em julho passado, o IPEA publicou um trabalho no qual são relacionados os gastos do governo nas áreas sociais em 2007. É importante que se verifique que excluindo os gastos da Previdência Social (mesmo porque apesar de ter uma relevância social muito grande, dependendo da Região, é de natureza fiscal diferente dos outros gastos) os gastos nas outras áreas sociais são insignificantes para atender todas as necessidades do nosso País. No ano de 2007, o governo federal gastou com áreas considerada sociais cerca de R$ 340 bilhões, correspondendo a 40,3% do seu orçamento e a 13,3% do PIB. Em termos percentuais, esses gastos foram os seguintes: Ministério da Previdência Social – 56,2%, Ministério da saúde – 14,5%, Ministério do trabalho e Emprego – 9,0%, Ministério da Educação – 8,4%, Ministér...